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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Troglodytidae
 Swainson, 1831
Espécie: T. musculus

Nome Científico

Troglodytes musculus
Naumann, 1823

Nome em Inglês

Southern House Wren


Fotos Sons

Corruíra

A Corruira é uma ave passeriforme da família Troglodytidae. Possui diversos nomes populares, tais como: correte, maria-judia (Pará), currila, cambaxirra, garrincha (Alagoas, Minas Gerais e Maranhão), cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte), corruíra-de-casa, carriça, garriça, curuíra, coroíra, curreca (Santa Catarina) chirachola e carruíra (Rio Grande do Sul).
É quase inconfundível, ao menos em ambientes alterados pelo homem, pois as outras espécies brasileiras da família Troglodytidae são típicas de ambientes florestais ou restritas a habitats muito específicos.
Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto após uma série de estudos, as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes musculus. Muito comum, ocorre virtualmente em todos os habitats abertos e semiabertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima, cerrados, a caatinga, borda de matas e margens de banhados.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) Troglodytes = aquele que mora em cavernas; (latim) musculus diminutivo de mus = pequeno rato; camundongo.⇒ Pequeno rato que habita as cavernas.

Características

Mede de 10-13 centímetros de comprimento, e pesa em torno de 10-12 g. É grande cantadora e seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo. Bem pequena, pode ser escondida na palma da mão. É parente do famoso uirapuru, considerado por muitos como a ave brasileira que tem o canto mais bonito.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui dezoito subespécies reconhecidas:

Indivíduos com plumagem leucística









O que é leucismo?

O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.

O leucismo é diferente do albinismo: os animais leucíticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.

O oposto do leucismo é o melanismo.

Indivíduos com plumagem flavística

O que é flavismo?

Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).

Alimentação

Come insetos pequenos (besouros, cigarrinhas, formigas, lagartas, vespinhas) e pequenas aranhas, e às vezes até filhotes de lagartixa. Captura as presas enfiando o bico em frestas e cavidades, tanto em construções humanas quanto sob a casca de plantas.

Por alimentar-se de pequenos insetos que procura entre a folhagem baixa e em todo lugar escondido nos cantos dos jardins, recebeu o nome científico de musculus, que significa rato, já que dá a impressão de ser um camundongo, quando está saltitando pelos cantos.

Reprodução

Faz seu ninho em todo tipo de cavidade, o que motivou também o nome do gênero Troglodytes, que significa morador da caverna. Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a esta espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas, etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Nidifica em qualquer cavidade, como troncos de árvores ocas, embaixo de telhas de casas ou em ninhos de outras aves. Os ninhos são constituídos principalmente por gravetos entrelaçados com no máximo 18 centímetros e mínimo 1,7 centímetro. Apresentam folhas, raízes, sementes e diversos materiais industrializados como pregos, metais, papel, plástico e tecido. No local em que são depositados os ovos (câmara), ocorre o revestimento de penas de outras aves, pelos, provavelmente de bovino, suíno e equino, e grande quantidade de cabelos humanos.

Os ovos, de 3 a 6, vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza-claras, eclodem após cerca de duas semanas e os filhotes demoram quase o dobro deste tempo para abandonar o ninho. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.

Observação pessoal (Amanda Perin Marcon): Em meados de setembro e outubro de 2014, observei um casal com seus dois filhotes vindo todos os finais de tarde a um ninho artificial que tenho pendurado na sacada. Sempre barulhentos, entravam e saíam várias vezes até, finalmente, ficarem todos lá dentro. Passavam a noite e cedo da manhã já começavam novamente a se agitar para saírem. Fizeram isso diariamente por cerca de um mês, sempre vindo no mesmo horário do dia. Ainda em meados de janeiro a família aparecia em alguns dias intercalados, mas depois não vieram mais. Em 2015, nos mesmos meses do ano, aconteceu o mesmo. Provavelmente é o mesmo casal com uma prole nova. À noite, cerca de 21h, testei me aproximar para ver se eles se afugentariam. Fiquei ao lado deles e até segurei o ninho nas mãos, mas não foram embora nem fizeram alarde, apenas ficaram me observando. Não verifiquei nenhuma postura ou alimentação aos filhotes no meio tempo em que estavam ocupando o ninho artificial, o que indica que eles vieram apenas para passar a noite em um local seguro, longe de predadores.

Hábitos

A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-barranco (Turdus leucomelas). Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto. É encontrada em bordas de matas,cerrados,caatingas,áreas alagadas,campos e áreas verdes urbanas próximas a residências. Esta espécie se assemelha à um camundongo por ter a característica de pular enquanto se locomove pelo chão, por cima de galhos úmidos e por cima de entulhos de construção.

É muito interessante se olhar pra essa ave como se fosse uma “aventureira”, pois parece que gosta de explorar as coisas quando se enfia em buracos ou áreas mais escuras da mata.

Predadores

Distribuição Geográfica

Possui ampla distribuição, ocorrendo desde o Canadá até o sul da Argentina, Chile e em todo o Brasil.

Referências

Galeria de Fotos